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domingo, 22 de junho de 2014

Sacrifiquem...
Matem o que mata.
E mesmo que não matem...
Eu já morri.
Não vejo. Não ouço. Não sinto.
Qualquer mentira, qualquer lágrima...
Estou anestesiada, entorpecida.
Livre de qualquer sentimento.
Não, não morra agora.
Por favor, não chore...
Corra para qualquer outro mundo.
Apenas não chore... Não morra.
Vá... E, por favor, não me diga que tem que ir.
É tão ruim quando você diz adeus.
Vá... Sinta aquele silêncio...
Eu vou estar esperando por você.
Sempre estarei.




domingo, 1 de junho de 2014

Angelum Perspiciunt Lapsum

Vendaram-lhe os olhos. 
E todas as faíscas de esperança 
Que podia-se ver na imensidão daquele oceano, 
Foram substituídas por lágrimas da fria escuridão, 
E enquanto encarava seu abismo ocular,
Via seu coração dilacerado,
Seus membros arrancados por um ser indefinido
Vindo de uma obscuridade infernal, 
Enquanto lutava contra essa besta medíocre,
Sua mente se esvaía em plena caída ao abismo imperial, 
De um miserável total, 
Conjurado a uma morte certa e como se um milagre viesse do além, 
A besta se perde em seu abismo ocular, 
Caindo numa armadilha sem saída 
E mais bestial que ela própria criou, 
A tal besta não sabia que vendeu os olhos da pessoa errada...




Créditos: Vinícius Soares (Japa)