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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dama da Meia-Noite

O mundo a condena por ter a estranha mania de trazer a felicidade.
Faz renascer a última a morrer.
Capaz de fazer o que o destino não se atreve a tentar.
É uma relíquia.
Uma riqueza das estrelas.
Traz o brilho da escuridão em seu delicado e profundo cheiro.
Seu toque tem a mistura inconfundível de paz e medo.
Suas emoções estão expostas e ocultas, trancafiadas.
E a visão que tem desse mundo é tão bela quanto a de uma rosa murcha.
Inspira confiança. Respira responsabilidade.
Forte e delicada. Suave e intensa.
De alma pura, apesar da corrupção que atinge seus olhos.
Os anos cansativos e longos trouxeram experiência e imensurável maturidade.
Dava a entender pela fala, que era anciã, mas pelo jeito inocente e sincero de agir, que era uma doce criança.
Seus olhos tão castanhos e tão convincentes hipnotizam qualquer um...
E eu estou eternamente encantada por ela...
A Dama da Meia-Noite.