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quinta-feira, 6 de junho de 2013

A Assassina do Imortal

   Olhares se perderam no tempo, e junto com eles, também se foram palavras e promessas, sonhos e planos... Tudo foi em vão? Estava apenas sonhando ou será que minha realidade me abandonou e meu sonho está acontecendo agora?
   Tudo é tão complexo. Chega a me causar medo. Medo de perder o que nunca tive, de ganhar o que nunca mereci. Medo de entrar nesse jogo em que muitos ganham e muitos perdem... Sinto medo de mim, do meu interior. Sinto-me ameaçada pela minha mente. Sei que ela é minha maior inimiga, pois envolve tudo o que eu sou, fui e serei. Ela sabe todos os meus pontos fracos e os usa sem que eu nem perceba. Ela é responsável por cada palavra que sai da minha boca, e por isso, digo tantas palavras que não queria dizer. É responsável por cada sentimento que brota dentro de mim, e isso é o que eu mais odeio nela. Porque sinto o que eu não quero sentir, e dói... A sensação de não poder controlar nossos próprios sentimentos nos torna tão limitados. Mostra que não temos uma mente, e sim, o contrário... Aos poucos, aprendemos a controlar nossas emoções, e acabamos nos tornando como nossa própria mente: "Controladores"! Prendemos algo que deve ser livre. Trancafiamos o que mais nos completa em uma sela suja, muitas vezes em prisão perpétua. Assassinamos nós mesmos, interiormente, mas não completamente. Matamos apenas uma parte de nós, os sentimentos que nos completam. Há um que dizem ser imortal e que só as mentes mais poderosas e cruéis podem matá-lo. Agora resta saber...

"O seu imortal amor está vivo, ou você é uma mente fria e já o matou?"