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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Frágil

É inevitável sentir-se só quando sua vida ta um caos.
 Você sente os dias passarem diante dos seus olhos em vão.
Escorrer pelas suas mãos como água e no final sentir uma leve sensação gelada.
Um frio na barriga, talvez. 
O medo de enfrentar novos dias vazios e solitários. 
E quando você parece gritar sua voz não é ouvida.
 Ninguém está lá pra te ajudar e isso machuca, dói. 
Por mais que você procure, não vê motivos para levantar. 

Você acha ter o suficiente na vida e, de repente, você se vê sem nada. 
De repente ninguém mais te enxerga. 
Ninguém mais te ouve... 
De repente o amor não existe mais. E você é o tolo da história.
Dizem que os fortes caem, os fracos permanecem no chão.

Alguns antigos amigos costumavam dizer que eu era forte. 
Mas eles me enganaram e se enganaram...
Eu caí.
Eu permaneci no chão.
Eu permaneço no chão até ter coragem de ser forte e levantar, 
ou até decidir deitar-me sobre ele com as mãos sobrepostas ao peito gélido e vazio.






sábado, 4 de julho de 2015

Que vida é essa que estou vivendo?
Quando foi que eu deixei de ser eu mesma?
Por que não tenho mais tempo de ver o Sol ser engolido escuridão da noite?

Meus dias se tornaram tão vazios e sem cor...
A horrível sensação de não ver, não sentir, não falar...
E todos aquelas vozes me chamando desesperadas, despreparadas.

É tudo tão doloroso.
Não querer ser dependente e, ainda assim, sempre depender de outrem.

Amar a vida ao sentir um toque...
Fazer sorrisos se abrirem ao recitar um verso de sentimentos...
Utopia...

Quando isso vai acabar? Como vai acabar?
Acho que prefiro nem saber.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Aqui outra vez...

"Querido Diário"... Pensei que não fosse voltar a escrever.

Na verdade, nesses dez meses em que fiquei sem postar, estava bem.
Não totalmente, até porque, nunca se está totalmente bem.
Mas estive muitos momentos bons.
Momentos esses que me fazem escrever agora.
Nesses dez meses, fiz muitas coisas;
Estudei, trabalhei, sorri, chorei, gritei, pensei...
E cheguei a conclusão de que não adianta fugir daquilo que realmente sou.
Não adianta fugir do motivo pelo qual nasci.
E nem tentar me esquivar do meu destino.
Eu não sei me abrir de outra maneira a não ser escrevendo.
Sei que não escrevo tão bem. Na verdade, sei que escrevo bem mal.
Muitas vezes, quase sempre, coloco vírgula onde não tem, crio frases sem sentido com palavras sem uma ordem exata.
Mas de quê adianta organizar meus textos desabafados, enquanto minha mente está uma bagunça?

Cá estou eu novamente... Desabafando coisas vividas e utopias.
Nesses dez meses aprendi que não sei escrever;
Que não sei fazer rimas bonitas;
Que na maioria das vezes, meus textos são depressivos.
Tentei parar. Fazer outra coisa, encontrar outra maneira de desabafar.
Mas foi uma tentativa falha.
Cá estou novamente... E cá estarei em breve, postando meus desabafos, minhas desordens e sonhos frustrados.
Descobri que tenho sonhos falhados demais para incluir o de escrever nessa lista.


Obrigada pela atenção!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Missing

Talvez não seja assim tão doloroso...
Talvez a dor seja só mais uma ilusão...
E talvez as ilusões não sejam de todo ruim.

Embora a dor tenha diminuído,
Ainda faz-me agonizar silenciosamente...
Faz-me mergulhar em imaginários prantos insanos.
Onde, na realidade, são substituídos por
Sorrisos vazios...

Talvez o "Até mais" seja "Adeus"
E eu nunca mais o verei.
E sem saber, o nosso "Para sempre"
Virará cinzas nas mãos da vida
E o vento-destino soprará pra bem longe...

Talvez essas palavras sejam inúteis
E são.
Inutilmente confortantes, consoladoras...

Talvez não seja assim tão dolorosa a saudade...
De ter você perto de mim...





terça-feira, 29 de julho de 2014

...

Eu tinha um anjo...
Tinha uma voz serena no "Boa noite"
E com isso, um sorriso oculto...
Tinha uma raiva inexplicável e perdida.
E tinha um pedido de desculpas...
Tinha dúvidas e não procurava respostas...

Meu anjo não tinha asas, e ainda assim,
Aprendeu a voar...
E por egoísmo seu, não quis me levar consigo.
Voou tão alto
Que meus olhos o perderam de vista...

Tinha lágrimas e uma dor incomparável...
Tinha desespero e vazio...
E uma saudade
Maior que o vazio, tomou conta de mim...

Eu tinha um Anjo...
E ele voou.




Uma homenagem a N.R

domingo, 22 de junho de 2014

Sacrifiquem...
Matem o que mata.
E mesmo que não matem...
Eu já morri.
Não vejo. Não ouço. Não sinto.
Qualquer mentira, qualquer lágrima...
Estou anestesiada, entorpecida.
Livre de qualquer sentimento.
Não, não morra agora.
Por favor, não chore...
Corra para qualquer outro mundo.
Apenas não chore... Não morra.
Vá... E, por favor, não me diga que tem que ir.
É tão ruim quando você diz adeus.
Vá... Sinta aquele silêncio...
Eu vou estar esperando por você.
Sempre estarei.




domingo, 1 de junho de 2014

Angelum Perspiciunt Lapsum

Vendaram-lhe os olhos. 
E todas as faíscas de esperança 
Que podia-se ver na imensidão daquele oceano, 
Foram substituídas por lágrimas da fria escuridão, 
E enquanto encarava seu abismo ocular,
Via seu coração dilacerado,
Seus membros arrancados por um ser indefinido
Vindo de uma obscuridade infernal, 
Enquanto lutava contra essa besta medíocre,
Sua mente se esvaía em plena caída ao abismo imperial, 
De um miserável total, 
Conjurado a uma morte certa e como se um milagre viesse do além, 
A besta se perde em seu abismo ocular, 
Caindo numa armadilha sem saída 
E mais bestial que ela própria criou, 
A tal besta não sabia que vendeu os olhos da pessoa errada...




Créditos: Vinícius Soares (Japa)